Timidez e Vergonha

Uma proposta de trabalho com a Análise Bioenergética

Por Ana Silvia Paula

Começo meu trabalho agradecendo Wilhelm Reich e Alexander Lowen, pois foi através do corpo que me senti cada vez mais livre das amarras da timidez. Sempre convivi com a timidez, escondendo-me e não conseguindo me expressar. Em um mundo onde a extroversão é valorizada, o silêncio do tímidos é descartado e não valorizado.

Antes de discutir sobre a timidez, vou comentar um pouco sobre a vergonha, um tema bastante próximo da timidez. A vergonha é um tema já muito estudado, inclusive por dois colegas da Bioenergética: Helen Resneck-Sannes (Shame, Sexuality, and Vulnerability – 1991) e por John Janeway Conger (The Body of Shame: Character and Play – 2001). 

Na obra As ideias de Sartre, Danto (1978) esclarece que na concepção de Sartre, para que haja vergonha é indispensável a presença do outro e a concretude do sentimento acontece pelo olhar. Outro autor, Reich (1992), defende que a vergonha se conecta com a natureza dos nossos vínculos, quando a mãe, por exemplo, deixa de dar atenção ao seu bebê. A sensação de experimentar a vergonha encontra-se fortemente ligada ao fato do eu ser visto pelo outro. Ou seja, o outro é peça fundamental para a vergonha acontecer (DANTO, 1978). 

Podemos e vamos encontrar muitas similaridades entre a vergonha e a timidez. Essas duas palavras realmente misturam-se ao olharmos para a literatura, mas costumo fazer a seguinte diferenciação: somos tímidos e temos vergonha. O que para mim denota um olhar com relação à personalidade ou às angústias de castração.

Para entender melhor a timidez fui buscar como referencial teórico a psicanálise. Freud faz conexões entre a timidez e algo que possivelmente tenha marcado a infância do indivíduo, algo que o impeça de agir, como uma castração. 

Assim, pode-se dizer que o indivíduo acometido por timidez, em algum momento da sua biografia, possivelmente passou por um tipo de castração, proibição ou retenção da energia libidinal, embasando-se que o Ego causa ansiedade para opor-se às vontades instintivas do Id, haveria uma catexia e que com a colaboração do Superego através do meio, cultura, família, imposição de regras, ascenderia o percurso da timidez, ou seja, algo inconsciente impediria o indivíduo de se socializar, tomar atitudes frente a outrem em consequência à castração inconsciente sofrida em outro momento. […] A angústia de castração desencadeada pelo Ego diante do Id, pode impossibilitar ao chamado tímido, de ir ao encontro do outro, de agir dentro da sua realidade tentando evitar o desprazer vivido em outro momento da sua história promovendo assim todos os sintomas e inibições vividos por pessoas tímidas. (SOUZA, 2011, p. 175-176).

A timidez, palavra derivada do latim timiditas que significa medo, ocorre em situações há forte tensão e ansiedade, nas quais o indivíduo se sente forçado à exposição, ao mesmo tempo que se sente inferior e incapaz. 

Timidez é uma reação originada pela presença de estranhos ou pouco familiares e é caracterizada por tensão, preocupação e desconforto, assim como desvio do contato visual e inibição do comportamento social. (MAGALHÃES, 2010, p. 8-9).

Durante a reação desencadeada pela timidez podem ocorrer reações físicas, como dores musculares e mal-estar generalizado. Esse sentimento pode tornar-se uma barreia à realização dos objetivos pessoais e profissionais (BUENO, 2009; SOUZA, 2011). 

Trata-se de uma reação inerentemente dolorosa e pode ser considerada uma defesa natural, pois está associada ao que os outros vão dizer de mim. O que se vê é que muitos tímidos se refugiam, dentro de si, escondendo-se da sociedade que tanto os angustiam. 

Sartre esclarece

Se ‘ver enrubescer’ e se ‘sentir revelado’, etc., são expressões inexatas que a pessoa tímida utiliza para descrever o seu estado: o que ela realmente quer dizer é que está física e constantemente consciente de seu corpo, não como ele é para si, mas como é para o outro […] Não posso ficar embaraçado com meu próprio corpo, na medida em que existo dentro dele. É meu corpo como ele é para o outro que me embaraça. (GILBERT, 1992, p. 241-242).

A timidez pode causar isolamento e perda das oportunidades que possam aparecer, deixando a pessoa muitas vezes inerte e sem atitude. Por exemplo, ir a um bar e não conseguir chamar o garçom para fazer o seu pedido. Tudo isso, em função da preocupação com o que as pessoas podem estar pensando. Dessa forma, o indivíduo tímido quando tenta ir além, quando tenta romper suas amarras e superar-se, acaba inundado pelo sentimento de derrota. Essa situação é explicada por Motta Filho (1969):”Todo esforço que o indivíduo emprega como ser-no-mundo, reduz-se para o tímido numa incapacidade e numa frustração”.

No livro Shyness and Society: The Illusion of Competence, a autora Susie Scott (2007) argumenta que a identidade do tímido é socialmente construída, através da presença ou ausência de interações sociais, uma abordagem que não nega a presença de componentes cognitivos, emocionais e comportamentais da timidez, ao contrário, reafirma a existência do viés psicológico, moldado por condições e consequências sociais. 

Essas interações sociais, de acordo com Motta Filho (1969) não são vivenciadas em sua plenitude pelo tímido. “Acontece que essa sociedade não funciona regularmente para o tímido, pois o resultado de suas atividades é uma sequência de déficits”.

Zimbardo (1978) aponta vantagens na timidez, como a discrição e a introspecção, as quais auxiliam na preservação da intimidade, e mais, os tímidos são bons observadores, ouvintes e apreciam a solidão.

No entanto, não se pode confundir timidez com introspecção. Segundo Susan Cain (2012), os introvertidos não são necessariamente tímidos e preferem ambientes tranquilos, com o mínimo de estímulos. Já os tímidos possuem muito medo da desaprovação social e da humilhação. A pessoa tímida tem medo de falar em grupo ou em público e está muito preocupada com a opinião do outro sobre seu comportamento.

De acordo com pesquisa realizada na faculdade de Windson, no Canadá, cerca de metade da população sofre com a timidez ou já sofreu ao menos uma crise de timidez (BUENO, 2009). Apesar do grande sofrimento que causa às pessoas, a timidez é um quadro pouco estudado por psiquiatras, que preferem pesquisar a fobia social, considerada uma doença mental e descrita na 5.ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM V) (APA, 2014). 

Mais estudos sobre a timidez são necessários, uma vez que há tantos tipos de eventos que enclausuram a pessoa tímida em seu corpo, como o ato de cumprimentar os outros, tocando as mãos. O que pode ser um ato mecânico de saudação, para o tímido é uma sequência de fatos: retração, pensamento obsessivo sobre o que fez de “errado” e retiro do convívio social, cada vez mais. 

A família é peça chave no desenvolvimento da timidez nas crianças. Em uma família de cinco irmãos (três mulheres e dois homens), todos sofrem com a timidez. Questionando sobre os pais, uma dessas pessoas disse-me que a mãe era bem quieta e o pai muito violento. Também era comum os filhos assistirem aos ataques de fúria do pai com a filha mais velha, que era muito “desobediente” e “confrontadora”. Todo esse cenário, provavelmente desencadeou uma contração e um aprendizado inconsciente ou até consciente, de que não se deve expressar, pois a expressão pode causar muita dor e sofrimento.

Os modelos e os costumes característicos adotados nos lares serão o alicerce que sustentará as crianças em suas vidas adultas, portanto, se os pais são pessoas críticas, os filhos, na maioria das vezes, também serão críticos e se os pais são pessoas submissas, os filhos também serão. Do mesmo modo, acontece com a timidez, as crianças viverão a timidez de seus pais e ela se tornará natural e, portanto, o processo de desenvolvimento pessoal é extremamente importante para a mudança de comportamento. 

Percebe-se que as pessoas não nascem tímidas, elas se tornam tímidas por um complexo de inferioridade que viveram. Experiências traumáticas, principalmente na infância, podem vir a acionar, em qualquer época, todo o mecanismo de defesa do organismo, ocasionando sintomas como: rubor, tremedeira, suor, calafrios e outros (ALBISETTI, 1998). 

Como é mais fácil evitar o que causa a perturbação, os tímidos, ao relacionarem de forma consciente ou inconsciente seu trauma com a situação enfrentada, fecham-se e fogem de situações que os deixarão expostos, pois o mais fácil é evitar o que pode causar algum constrangimento.

As crianças não conseguem distinguir quando a ameaça de vida é real ou não. Quando a resposta é bloqueada ou inibida pelo medo de ser aniquilado, estabelece-se a condição interna para uma conduta reativa (LOWEN, 1970).

A conduta reativa pode ser o silêncio. O silêncio do tímido é em geral, o resultado de uma incapacidade de expressar verbalmente seus impulsos internos. É evidente que o tímido gostaria de falar e abrir seu canal do som, para a expressão do coração, mas ele não consegue. Então, é importante acolher o silêncio do tímido e dar-lhe espaço para sua fala. Assim, ele pode ficar aliviado da pressão de “ter que falar”.

Ser tímido independe da caracterologia Loweniana, apesar de perceber que nos caracteres pré-genitais aparecem pessoas mais tímidas. Os esquizoides, por exemplo, tem maior propensão a serem tímidos (VASCONCELOS, 2012). Como nos esquizoides o senso de si mesmo é inadequado, face a falta de identificação com o corpo, a pessoa não se sente conectada nem integrada, isso dificulta o contado com o outro, fazendo com que esse caráter tenda a viver no seu mundo e fique longe das pessoas que possam ameaçar um contato mais próximo (VASCONCELOS, 2012).

No indivíduo oral, todos os pontos de contato com o meio ambiente têm uma carga menor do que a necessária. Esse caráter, por ter tido algumas experiências de desapontamento no início da vida, na tentativa de buscar contato e calor humano e por não ter encontrado, pode sentir uma grande frustração, uma vez que não obteve o apoio da mãe, do pai, dos irmãos ou dos familiares próximos. Assim, esse desapontamento e essa frustração tendem a deixar marcas de amargura na personalidade, causando muitas vezes um afastamento das pessoas para não se retraumatizar. 

Freud afirmava que o que vai determinar o caráter do indivíduo é a maneira que ele canaliza a sua libido, ou é governado por ela e frisa que a contenção, a retenção da libido pode causar histeria, angustia ou a erupção de distúrbios psíquicos, os instintos podem aparecer mais tarde como um grande problema. (OSBORNE, 2001, apud SOUZA, 2011, p. 173).

No livro A Função do Orgasmo, Reich (1992), esclarece que o desenvolvimento do caráter é um processo de desabrochamento, uma concentração de forças opostas, nas quais as primeiras manifestações ocorrem através da esquiva, contração e rigidez do bebê. Assim, entende-se que o caráter pode, posteriormente, ser influenciado pelo olhar do outro e pelo imaginário que construímos sobre as suas opiniões.

Para Alexander Lowen (1970, 1982), o bebê nasce com a capacidade de chorar copiosamente e esse é o ato de estabelecer a respiração independente. A força desse primeiro grito é uma medida de vitalidade da criança, que vai ao longo do tempo perdendo-se pelos diversos bloqueios que ela enfrenta, tirando dela a espontaneidade e os livres movimentos do corpo. Adotamos movimentos aprendidos, que são ligados ao Ego e não ao nosso self. Claro que não podemos ser apenas movimentos expressivos e livres, sem termos o controle do Ego, senão, entraríamos em quadros psicóticos. Deve haver um equilíbrio entre o controle egóico e a espontaneidade. 

Falando novamente dos tímidos, a espontaneidade torna-se cada vez mais distante deles, pois perdem completamente a expressão preocupando-se com o que os outros estão vendo ou percebendo deles. Perdem a capacidade de colocar sua voz, de movimentarem-se e de olharem para as pessoas.

A busca pela espontaneidade para os tímidos é uma função importante e a motilidade do corpo deve ser retomada. Um corpo cheio de vida nunca está completamente parado. Nos adultos, os movimentos involuntários constituem a base de nossos gestos, de nossas expressões faciais e de outras ações do corpo. 

Por mais que a pessoa tímida tente se esconder, ela está indiretamente chamando a atenção pela sua quietude, retraimento e ruborização. É preciso reconhecer que é impossível um indivíduo não se comunicar. Mesmo o silêncio total diz algo sobre a pessoa e a maneira como ela encara o mundo. 

A Análise Bioenergética e a Biossíntese podem ajudar as pessoas a resolverem seus problemas emocionais e perceberem seu potencial para o prazer e a alegria de viver bem, não apenas na interação com os outros, também na liberdade de movimentarem-se no mundo. Por exemplo, é quase impossível para uma pessoa tímida ir ou entrar em um bar sozinha e fazer um pedido. O seu nível de bloqueio muscular e energético é muitas vezes tão intenso, que ela não consegue partir para a ação. 

Podemos ajudar essa pessoa a diminuir suas tensões musculares e emocionais por meio de exercícios específicos, que podem remover a pressão imposta por si e pela sociedade. Existem possibilidades e soluções para essas dificuldades. 

A Análise Bioenergética e a Biossíntese, duas abordagens técnicas na área da Psicologia, combinam movimento expressivo e entendimento da história pessoal (mente/corpo), podendo ajudar na dissolução do conflito em que a pessoa tímida encontra-se. 

Na Bioenergética, focamos em três áreas principais de autoexpressão: movimento, voz e olhar. 

A Bioenergética não está apenas voltada para a terapia, da mesma forma que a psicanálise não lida exclusivamente com o tratamento analítico de distúrbios emocionais. Ambas as disciplinas se interessam pelo desenvolvimento da personalidade humana, buscando compreender tal processo em termos das situações sociais nas quais ocorre. (LOWEN, 1982, p. 92).

A técnica inclui diversos exercícios de respiração, expressão e o principal deles, o grounding, que é o enraizamento da pessoa no mundo, propiciando estar seguro em suas relações afetivas e profissionais.

Na Biossíntese, além do grounding, a reintegração terapêutica trabalha com os centros da emoção (centering) e comunicação visual e verbal (facing) (BOADELLA, 1992). 

Biossíntese significa integração da vida. […] O conceito central da biossíntese é que existem três correntes energéticas fundamentais, ou “fluxos vitais”, fluindo no corpo e ligadas às camadas germinativas celulares (ectoderma, endoderma e mesoderma) do óvulo fecundado, a partir do qual se formam os diversos sistemas orgânicos. Essas correntes se expressam num fluxo de movimento por todos os caminhos musculares; num fluxo de percepções e imagens que percorre o sistema neurossensorial; e num fluxo de vida emocional que está localizado no centro do corpo e flui através dos órgãos do tronco. Um estresse antes do nascimento, durante a infância ou no decorrer da vida quebra a integração dessas três correntes. (BOADELLA, 1992, p. 10).

Quando o indivíduo cria uma tensão muscular crônica, cria também uma tensão emocional que perturba a saúde, restringe a motilidade ou limita a autoexpressão. Nosso trabalho inclui movimentos expressivos e respiratórios para ajudar a pessoa a ampliar o seu espaço interno e com isso, ampliar os espaços externos em sua vida. Sempre no caminho de aumentar a vitalidade e a capacidade da alegria. 

O tímido acaba por ter uma baixa autoestima por todas as razões já colocadas acima e quanto mais ele pode ser a si mesmo, no seu mundo, mais seguro estará.

ANA SILVIA PAULA – Psicóloga – CRP 06/23.016 – Local Trainer em Análise Bioenergética pelo Instituto de São Paulo e IIBA, Sênior Trainer Internacional em Biossíntese, Supervisora e Professora em vários Institutos de Análise Bioenergética no Brasil.

 

Referências

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Boadella, David. Correntes da vida: São Paulo: Grupo Editorial Summus, 1992. 200 p.

 

Bueno, Chris. Timidez atinge cerca de metade da população, mostra estudo. Uol Ciência e Saúde,  2009. Disponível em: < https://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2009/11/28/timidez-atinge-cerca-de-metade-da-populacao-mostra-estudo.htm >. Acesso em:27 jun 2019.

 

Cain, Susan. O poder dos quietos: Como os tímidos e introvertidos podem mudar um mundo que não para de falar: Rio de Janeiro: Harper Collins Brasil, 2012. 352 p.

 

Conger, John Janeway. The Body of Shame: Character and Play. Bioenergetic Analysis. v. 12, n. 1, 71-85 p. 2001. 

 

Danto, Arthur Coleman. As idéias de Sartre: São Paulo: Cultrix, 1978. 128 p.

 

Gilbert, Paul. Human Nature and Suffering: New York: Lawrence Erlbaum, 1992. E-book. Disponível em: < https://books.google.com.br/books?id=HcAOvIQ-EPQC >. Acesso em: 27 jun 2019.

 

Lowen, Alexander. Prazer: 7ª ed. São Paulo: Círculo do Livro, 1970. 245 p.

 

______. Bioenergética: São Paulo: Summus Editorial, 1982. 302 p.

 

Magalhães, Rui Tavares. Da timidez à fobia social. 2010. 61 f. (Mestrado) – Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Coimbra, 2010.

 

Motta Filho, Cândido Ensaio sobre a timidez: São Paulo: Martins, 1969. 161 p.

 

Osborne, Richard. Freud Para Principiantes: Rio de Janeiro: Objetiva 2001. 131 p.

 

Reich, Wilhelm A função do orgasmo: problemas ecônomico-sexuais da energia biológia: São Paulo: Ed. Brasiliense, 1992. 328 p.

 

Resneck-Sannes, Helen. Shame, sexuality, and vulnerability. Women & therapy. v. 11, n. 2, 111-125 p. 1991. 

 

Scott, Susie. Shyness and Society: The Illusion of Competence: Nova York: Palgrave Macmillan UK, 2007. 194 p. E-book. Disponível em: < https://books.google.com.br/books?id=FcqGDAAAQBAJ >. Acesso em: 28 jun 2019.

 

Souza, Keila Cristina Carlos de. A  Timidez Como Entrave Emocional Patológico:  levantamento quanti-qualitativo dos relatos de pacientes atendidos na clínica-escola de Psicologia em uma faculdade da rede privada. Revista Visão Acadêmica. v. 2, n. 2, 171-185 p. 2011. 

 

Vasconcelos, Ivanilda Antunes A análise bioenergética em um CAPS: “Reflexões de uma pedagoga”. 2012. 69 f. TCC (Curso de Formação Clínica em Análise Bioenergética) – Centro de Psicoterapia Corporal Curso de Psicologia Clínica – Análise Bioenergética, Americana 2012.

 

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